terça-feira, 17 de junho de 2008

Uma língua deixa de ser falada a cada 15 dias no mundo

A cada 15 dias, em média, uma das 6.500 línguas do mundo desaparece com a morte de seus últimos falantes, que levam consigo um enorme conhecimento cultural. Numa conferência na Malásia, lingüistas disseram que os países onde o fenômeno é mais recorrente são os Estados Unidos, o Canadá e a Austrália, mas que línguas asiáticas também estão ameaçadas.

Jornal do Brasil - 29/10/2007 - por Kuala Lumpur

Na internet, quem diria, o livro impresso é campeão de vendas

Qual o produto mais comprado pela internet? Música? Não. Videogames? Tampouco. Eu disse comprado, não baixado. Pornografia? Também não. Verdade que os sites de pornografia, busca e relacionamento são os mais acessados no mundo inteiro (os de golfe, só nos EUA); mas, no quesito compra, o campeão - nem dá para acreditar - continua sendo o livro.

O Estado de S.Paulo - 16.02.2008 - Sérgio Augusto

Empresa lança papel higiênico literário na Espanha

O velho hábito de ler no banheiro ganhou um componente moderno: o papel higiênico literário. A empresa espanhola Empreendedores está lançando rolos de papel especial onde aparecem impressos clássicos da literatura mundial para que o usuário vá lendo enquanto permanecer no banheiro.

O Globo - 22/04/2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Labirintos da memória: redesenhando minhas histórias de leitura


Percorrer os campos e vastos palácios da memória é uma silenciosa aventura do espírito a se defrontar com tesouros guardados com generosa meticulosidade.

(Ana Cristina Chiara, 1993)

Antes de começar a rememorar minhas histórias de leitura, destaco a memória como elemento-chave para alinhavar sentidos e reflexões em torno do ato de ler, visto que rememorar requer o uso dessa propriedade de conservação de certas informações.

Cresci num ambiente que instigava a leitura, a começar pelas paredes do meu quarto que eram decoradas com bichinhos e personagens de pano, que mexiam com minha imaginação. Minha mãe adorava contar histórias. Histórias de sua infância, de contos de fada, fábulas. E isso me fascinava. Lembro-me, também, que, aos quatro anos, chegou à nossa biblioteca a coleção de Monteiro Lobato. Acredito que minha paixão pelos livros e pela leitura tenha começado por aí: Reinações de Narizinho, Emília no país da Gramática, As caçadas de Pedrinho...

Adorava a estante da biblioteca da minha casa. Parecia uma biblioteca ambulante, pois ora se encontrava na sala de estar, ora no quarto dos meus pais, ora no alpendre e até no quartinho dos fundos. Parodiando Bachelard (1993) que diz que a casa é a nossa primeira referência, digo que a biblioteca foi o meu primeiro universo. O que não implica dizer, concordando com Bachelard, que minha casa abrigou meus devaneios, meus sonhos, através da itinerância da biblioteca paterna. Acredito que por conta disso, sempre fui uma criança que sentia a necessidade de celebrar a ludicidade não só através dos brinquedos, das bonecas, do velocípede, mas também dos livros.

Tanto na infância quanto na adolescência, ficava horas na revistaria Direli, em Juazeiro – BA, lendo gibis, revistas de horóscopo, de receitas, de fotonovela, caça-palavras, Sabrina, Bianca, Júlia. Até hoje gosto de ler revista de horóscopo. Acrescentaria tipos como Ana Maria, Boa Forma, best sellers. Vergonha!? De forma alguma, gostaria até de deixar registrado o que Lahire (2004) defende acerca da leitura. Segundo esse autor, sendo a leitura heterogênea, as estatísticas não deveriam reduzir o número de leitores por conta de critérios, como gênero textual. Não importa quantos livros foram lidos ou que tipo de livro ou leitura foi efetivado. Se não se lê do ponto de vista estético, lê-se de outro ponto, o do ético.

Pensando assim, minha relação com a leitura estende-se cada vez mais. O dia todo à espera de uma oportunidade para ler: numa fila de banco, no supermercado, na sala de espera do médico/dentista, sentada numa cadeira de ônibus ou do carro. Ao sair, espero uma chance de encontrar pelo caminho uma livraria, um sebo, uma biblioteca. Seja para sentir o cheiro dos livros, das revistas, da própria livraria (que cheira a papel), ou apenas para abrir as páginas, folhear, passear com os olhos as palavras, as imagens, filtrar uma frase, vasculhar o índice, até encontrar algo que realmente naquele momento me interesse e eu possa levar para casa.

Percebo que sou compulsiva no que diz respeito à compra de livros, mas é algo que me faz sentir bem. Acredito que é incurável: depois de começar, não se consegue mais parar. Mas a bibliofilia sem leitura não tem sentido. Compro, leio, retextualizo, transformo... Não sou colecionadora.

Atualmente, não tenho uma biblioteca que comporte todos os meus livros. Quando chega mais um, os cômodos vão ficando cada vez com menos espaço. Há livros na estante e na escrivaninha do meu quarto, no quarto dos meus filhos, até em meu guarda-roupa acomodo-os. Mário de Andrade não tinha uma biblioteca de madeira ou recheada de livros famosos, pelo contrário, os guardava em seu quarto em mesinhas e nem por isso deixou de ser um grande leitor e um admirável escritor.

Formar-se leitor é um trabalho para a vida inteira; é uma história. Cada leitor deve viver o seu enredo de amor aos livros, de busca aos textos, de convívio com os autores e suas idéias, de maneira a entrecruzar seu dia-a-dia com as vidas paralelas que as narrativas produzem.

Admiro Sanches Neto (2004) por ter herdado sua biblioteca partindo de um mundo sem livros, diferente de Anne Fadman (2002), escritora americana que, em seu livro Ex-líbris: confissões de uma leitora comum, ressalta a importância de ter nascido em uma família de pais escritores e ter herdado uma vasta biblioteca paterna. Cada um com sua história de leitura. O que importa não é se encontramos os livros cedo ou tarde, mas a nossa relação com eles. Hoje, Sanches Neto diz que em sua casa os livros se espalham por todos os lugares: banheiros, salas, quartos e cozinha. E novos exemplares continuam chegando.

Acredito ter rememorado alguns momentos da minha história de vida que me fizeram uma leitora em contínua formação.


REFERÊNCIAS

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

CHIARA, Ana Cristina. de R. Leitura e memória. PROLER/Seminários de leitura, Goiânia, 30/04/1993.

FADIMAN, Anne. Ex-libris: confissões de uma leitora comum. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.

LAHIRE, B. Sociología de la lectura. Barcelona: GEDISA, 2004.

SANCHES NETO, M. Herdando uma biblioteca. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.

(SOUSA, Denise Dias de Carvalho Sousa.Labirintos da memória:redesenhando minhas histórias de leitura.In:A Letra. Jacobina.Maio, 2008, p.2.)




VAMOS COMEMORAR O DIA DOS NAMORADOS?


Os professores são eternos namorados dos seus alunos . A sedução em sala de aula ocorre a todo momento: ao se indicar um livro prazeroso, ao se propiciar uma aula interativa e descontraída, ao se construir e desconstruir idéias, unindo saber e sabor.

terça-feira, 10 de junho de 2008

CURIOSIDADES


O dia 10 de junho foi escolhido para representar a data do Dia da Língua Portuguesa, porque marca o aniversário da morte de Luiz Vaz de Camões, um dos maiores poetas portugueses. Ele faleceu no dia 10 de junho de 1580.Camões conviveu com grande parte das aventuras marítimas dos portugueses, conhecendo e poetando também sobre as aventuras de seus antepassados. Esse dia também foi escolhido para ser o Dia de Portugal.

Cerca de 250 milhões de pessoas no mundo falam a Língua Portuguesa atualmente. No Brasil, estão 80% desses falantes.

O português é a língua oficial em: Portugal, Ilha da Madeira, Arquipélago dos Açores, Brasil, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

A Língua Portuguesa é a quinta língua mais falada do planeta e a terceira mais falada entre as línguas ocidentais, atrás do inglês e do castelhano.

Por toda a importância dada a Língua Portuguesa, seu ensino agora é obrigatório nos países que compõem o Mercosul.
FONTE:www.brasilleitor.or.br/Museudalinguaportuguesa

segunda-feira, 2 de junho de 2008

UMA QUESTÃO DE NÍVEL DE ESCOLARIDADE


QUANDO SE TEM DOUTORADO: O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restasretilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta conside
rável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.

QUANDO SE TEM MESTRADO: A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO: O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem
sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO: Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL: Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO: Rapadura é doce, mas não é mole, não!


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sexta-feira, 30 de maio de 2008

PREPARE-SE PARA VESTIBULARES E CONCURSOS!

OFICINAS DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

PROFª. DENISE DIAS DE CARVALHO SOUSA
(MESTRE EM ESTUDO DE LINGUAGENS -UNEB e
ESPECIALISTA EM LÍNGUA PORTUGUESA E AVALIAÇÃO - UNEB)


DURAÇÃO: 03 ou 06 MESES

FORMAS DE PAGAMENTO: 3 X R$ 80,00 ou R$ 220,00 (à vista) - 03 meses
6 X R$ 80,00 ou R$450,00 (à vista) - 06 meses

LOCAL: EUZÉBIO DE QUEIROZ - JACOBINA-BA

HORÁRIO: TURMA 1 : SÁBADO (14H às 17h)
TURMA 2: SEGUNDA E TERÇA (19h às 20h30)

DATA PREVISTA PARA INÍCIO: 07 de JULHO de 2008

MATERIAL GRATUITO!

ENCONTRO DE PRÁTICA E ESTÁGIO DA UNEB

ESSE ENCONTRO OCORREU NO PERÍODO DE 13 A 14 DE MAIO 2008, NO HOTEL FIESTA. O OBJETIVO PRINCIPAL FOI PROMOVER UMA DISCUSSÃO SOBRE O ESTÁGIO SUPERVISIONADO E A PRÁTICA DE ENSINO NA UNEB.








PARCEIRAS DE ESTÁGIO





segunda-feira, 12 de novembro de 2007

LEITORES: COMO FORMÁ-LOS?

Formar leitores é como fazer pão, mas não na máquina e sim pondo a mão na massa.

Tânia Rösing (Idealizadora da Jornada Literária de Passo Fundo)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

2º ELLUNEB





2º ELLUNEB (Encontro de Leitura e Literatura da UNEB)

Período: 25 a 27 de outubro de 2007
Local: Olga Mettig - Nazaré - Salvador







ENTRADA DOCE E SUAVE: VOZ DE ANDRÉA DALTRO


MÚSICA: HINO NACIONAL






AUTORIDADES NA SESSÃO SOLENE

Amélia Tereza Maraux
Vice-Reittora

Profª Adriana Marmori
Pró-Reitora de Extensão

Profª Mônica Torres
Pró-Reitora de Ensino de Graduação

Profª Ângela Camargo
Diretora do DEDC – I

Profª Márcia Rios
Coordenadora do PPGEL

Profª Verbena Maria Rocha
Organizadora do Evento


CONFERÊNCIA DE ABERTURA: OS CONSTRANGIMENTOS DA LITERATURA - MÁRCIA ABREU - UNICAMP


SEM COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!


OFICINA: LETRAS DO BARRO - Evelyn Kligerman - Escultora e arte-educadora - Rio de Janeiro (Irmã da escritora Roseana Murray)













EXCELENTE PARTICIPAR DO ENCONTRO DA LITERATURA COM O BARRO!!!!!


MESA REDONDA:PRÁTICAS DE LEITURA:LUGARES E MEDIAÇÕES


Maria Helena Besnosik - UEFS

Luciana Moreno - UNEB

Antonilma Castro - UNEB/UEFS








REENCONTRO COM AMIGAS QUERIDAS










ESPETÁCULO MATER-TERRA : UM SHOW DE CULTURA


CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO: DO TRIUNFO DAS HISTÓRIAS: A ARTE DE CONTAR PARA GANHAR LEITORES - CELSO SISTO (ATOR, ARTE-EDUCADOR E CONTADOR DE HISTÓRIAS -RS)











MOMENTO ÍMPAR COM A CONTADORA DE HISTÓRIAS BETTY COELHO. UM AMOR DE PESSOA E PROFISSIONAL!!!!!!!!







PREMIAÇÃO DOS RELATOS DE EXPERIÊNCIAS LEITORAS - PRÊMIO PAULO FREIRE E DOS MINICONTOS - PRÊMIO GUIDO GUERRA

























AGRADECIMENTOS À COMISSÃO ORGANIZADORA, AOS MONITORES, AOS PALESTRANTES, AOS CURSISTAS E AOS PATROCINADORES.

PARABÉNS PELO EMPENHO DE TODOS!










































































FIQUE INFORMADO!!!!!!!!!!

CORREIO FEMININO
Folha de S. Paulo - 02/11/2007 - por Mônica Bergamo

A editora Rocco vai lançar um livro com 120 cartas trocadas entre Clarice Lispector e sua irmã Elisa, entre 1940 e 1957, quando a escritora estava em Berna, na Suíça. Segundo Mônica Bergamo, o livro Minhas queridas está previsto ainda para este mês.
Acesso em 06/11/2007.

ENTREVISTA ZÉLIA GATTAI

Folha de S. Paulo - 04/11/2007 - por Luiz Francisco
Zélia Gattai, 91, diz não temer a morte. E afirma que prepara o 17º livro da carreira. Depois de várias internações neste ano, a viúva de Jorge Amado (1912-2001) interrompeu o trabalho. "Estou escrevendo, mas é um segredo. Quando estiver totalmente recuperada, volto ao computador", disse à Folha na última terça (30/10).Na sala do apartamento de Zélia em Salvador, tudo lembra Jorge Amado. São fotos, quadros, ilustrações, livros traduzidos em 50 idiomas e até o cachorro Fadul Abdala, nome de personagem criado por Amado em "Tocaia Grande: A Face Obscura" (1984). No centro de uma mesa, o busto do escritor baiano mais conhecido, marido de Zélia por 56 anos. É nesse cenário de recordações que a escritora tenta enfrentar os problemas de saúde.
Acesso em 06/11/2007.
TV CULTURA ESTRÉIA PROGRAMA DEDICADO À ESCRITA LITERÁRIA

Estado de S. Paulo - 05/11/2007 - por Ubiratan Brasil
O encontro da literatura com temas que dominam o cotidiano - eis uma das metas do programa mensal Letra Livre, que estréia hoje (05/11), às 20h, na TV Cultura. Trata-se da reunião de escritores consagrados, sempre de universos literários diferentes, para confrontar idéias, expor opiniões e, claro, discutir literatura. "No primeiro programa, por exemplo, tratamos da questão da escravidão no Brasil, desde o tempo imperial até os dias de hoje", comenta o jornalista e crítico Manoel da Costa Pinto, que vai comandar os encontros - na noite de hoje, ele recebe o romancista Milton Hatoum e o poeta Glauco Mattoso. Criado por Hélio Goldstein e patrocinado pela Imprensa Oficial de São Paulo, Letra Livre terá sempre uma hora de duração, dividido em quatro blocos.
Acesso em 06/11/2007.
BOLSA FUNARTE
Jornal do Brasil - 03/11/2007
A Funarte instituiu uma bolsa de estímulo à criação literária - contemplando os gêneros romance, poesia, conto, crônica e outros - que vai distribuir R$ 300 mil para 10 projetos. As inscrições estão abertas até 10/12. Segundo a coluna Informe Idéias, o edital pode ser conferido na página www.funarte.gov.br.
Acesso em 06/11/2007.